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NOSSA EXISTÊNCIA É DIMENSIONAL

O mundo sempre evoluiu em resposta aos pensamentos das pessoas transformados em atitudes.

A evolução humana é produzida por três classificações de ser humano: 1) aquele que se enquadra na curva do comportamento normal; 2) aquele que não se enquadra na curva do comportamento normal; 3) aquele que não se enquadra em curva alguma.

O mundo não precisa somente de pessoas do padrão normal, precisa também daquelas pessoas que fazem coisas incompreensíveis, totalmente fora dos padrões e praticamente impossíveis de serem decifradas e vividas.

O mundo segue seu curso graças ao que podemos compreender e ao que não podemos compreender. Entre “loucos” e “normais” está o equilíbrio da evolução.

Talvez tudo que acontece nesta nossa dimensão já tenha acontecido em outra, que deseja nosso avanço através de inúmeros fatos fora do contexto.

Aqueles que são fãs de Star Trek, como eu, talvez possam acompanhar melhor este sistema evolutivo, que é uma verdadeira teoria conspiratória dimensional, de que tudo que acontece aqui já aconteceu lá...

 

Gene Roddenberry, ao criar a série de entretenimento em 1966, inspirada em faroestes como Wagon Train, juntamente com referências ao romance As Viagens de Gulliver, dando destaque a uma história de aventura e conto moral, talvez não imaginasse que a linguagem Klingon, que estava indo para as telas de Jornada nas Estrelas, fosse realmente o som de seres de outra dimensão se comunicando com ele.

O que acontece aqui já aconteceu lá nessa outra dimensão.

Gene Roddenberry morreu em 24 de outubro de 1991, deixando o produtor executivo Rick Berman mantendo o sucesso da série.

Quando a nave Enterprise foi “intuitivamente inspirada pela outra dimensão”, já estava anunciando a chegada para a conquista humana espacial com o Ônibus Espacial Enterprise em 13 de setembro de 1977.

O comunicador utilizado na série pelos personagens já estava anunciando a chegada do celular, num tempo onde o telefone era artigo de luxo declarado no imposto de renda.

A Velocidade de Dobra que a nave atingia já remetia à teoria de que o universo é plano como uma tábua, num tempo em que os autores George Smoot e Keay Davidson nem pensavam em teorizar o tema “Dobra no Tempo”.

Transporte-me, Scotty”. Era dessa forma que o Capitão James Tiberius Kirk, interpretado por William Shatner, era desmaterializado da nave e materializado em outros planetas, assim como sua equipe de apoio. Num tempo em que o Colisor de Hádrons, grande acelerador de partículas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, não estava em plano algum. Um equipamento que atualmente alimenta a esperança de cinco mil cientistas na busca do “Bóson de Higgs”, uma partícula elementar que explicaria a origem da matéria. E lá em Star Trek eles já brincavam de entrar e sair da nave materializando e desmaterializando a matéria mais enigmática do universo, o corpo humano, e sem causar nenhum dano físico, mental ou espiritual nesse “Teletransporte”.

Movimentos de criação ao longo da existência humana não vieram daqui. Vieram de lá...

Outra dimensão em que tudo já aconteceu e continua a acontecer, uma dimensão que tenta nos ensinar como vencer nossos desafios de existência e permanência neste planeta.

Vozes silenciosas que só se fazem ouvir por mentes dinâmicas e preparadas que possam colocar em prática as inspirações transformadoras deste planeta.

 

A Bíblia está repleta de relatos e passagens que inspiraram históricas revoluções de transformação, nas quais as pessoas recebiam de outra dimensão atividades para serem concretizadas.

Basta seguir os sinais: a construção da Arca de Noé, Genesis 6; Elias é levado ao céu por uma carruagem de fogo, Livro de Reis – 2,1-11; Moisés no Sinai, Êxodo 3,10-12; Queda da Muralhas de Jericó, Josué 6.15-20 e tantos outros que se seguiram até o Rei David e Salomão, chegando ao maior contato dessa outra dimensão com nosso planeta: a vinda de Jesus e seus ensinamentos. Momento em que a Inspiração Dimensional dividiu o mundo em duas eras: a.C. e d.C.

Não existe acaso nos “anormais” que deixaram e deixam o mundo mais desenvolvido com suas criações – como o automóvel; o telefone; o computador; o Windows; o Facebook – e seus avanços na medicina, na física e em outros campos.

Existe outra dimensão torcendo por nós, que deseja o regresso de nossa paz de espírito através do conhecimento e do avanço.

Essa dimensão, de tempos e tempos, elege um mensageiro para notificar com conhecimento avançado e, através dele, gravar uma enorme mudança no comportamento do mundo.

O homem não lascou uma pedra na outra ao acaso para descobrir o fogo: foi induzido a fazê-lo por uma Inspiração Dimensional, e não uma por uma intuição evolutiva.

Essa Inspiração Dimensional é que conecta os cérebros mais ativos e propícios a essa fantástica possibilidade evolutiva, tornando-os heróis da existência através do que realizam.

Não são apenas pessoas acima da média: são pessoas que não se prendem à média. São aqueles que possuem potencial de se arriscar como loucos para se tornarem sábios.

O mundo não evolui em razão da evolução do homem. O mundo evolui em razão da atividade da Inspiração Dimensional que atua neste planeta.

- E qual a razão de essa Inspiração Dimensional estar tão preocupada em ficar por aqui tendo este trabalho todo?

Talvez seja lá nosso lugar. E, para lá regressarmos, necessitamos estar em equivalência existencial. Assim, somos preparados aqui para o que iremos encontrar lá.

Romper com o padrão talvez nos coloque mais próximos desta Inspiração Dimensional. Dessa forma, nossa visão sobre tudo fica mais ampla e quase sem fronteiras. O padrão nos aprisiona dentro de movimentos, pensamentos e sentimentos que nos escravizam numa vida de suposta mediocridade sem noção do que realmente está acontecendo e onde realmente podemos chegar.

Cesar Romão
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