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COMUNISTAS FESTIVOS

      Existem categorias de atividades que crescem no Brasil. Entretanto algumas estão se mostrando extremamente rentáveis e fazem de seu precursor uma verdadeira personalidade e um bom produto.

      A que mais tem se desenvolvido, sem sombra de dúvidas, é a de Comunista Festivo. Antes, agiam enrustidos levando uma bandeira vermelha à frente como os seus objetivos, mas, com suas estruturas abaladas, o comunismo perdeu suas colunas de sustentação e mostrou a necessidade de uma nova maneira de atuar, que pudesse se adaptar às mudanças e ter sucesso neste novo mundo.

      Os Comunistas Festivos que atuam no Brasil agem tipicamente dentro das regras básicas de sua cartilha. Vivem ainda carregando a mesma bandeira vermelha, com algumas decorações mais sofisticadas, apenas para disfarçar e ficar na moda. Lançam uma empreitada por alguma causa que nem mesmo eles acreditam ou são capazes de praticar, porém encorajam muitos outros a segui-los. Esses que os seguem, normalmente rebeldes sem causa, são tão sem causa que se morassem sozinhos iriam fugir de casa...

      Eles se esqueceram que um povo pode se organizar e viver sem um governo, mas um governo não existe sem o povo e que, para a lei funcionar, tem de ser acionada.

      É interessante ver como a cúpula dos sem-terra conduz sua empreitada pelos seus pupilos - que aos poucos se tornaram sem-respeito.

      Hoje, invadir e tomar propriedades rende até título de cidadão paulistano...

      Reformas em um país como o Brasil se faz com marcha e protesto pacífico, somando-se a isso uma boa dose de idéias e planos possíveis de serem realizados.

      É interessante que uma mulher que é a "princesa" da classe faça uma viagem para França - enquanto as pessoas que os apóiam têm de trabalhar anos para programar uma viagem à sua terra natal - e ainda volta com perfume francês para presentear o marido.

      Esta graninha da viagem poderia, sem dúvida, comprar algumas terrinhas, para esses sem-terra que os ajudam a crescer como categoria, mas parece que a filosofia do negócio não é comprar para plantar, é apenas tomar posse...

      Basta alguém, da mídia marrom, descobrir um belo par de coxas, em meio a tanta gente sem-nada, que esta já vira personalidade nacional e agora também conhecida como a sem-terra que ficou sem-roupa.

      Esses "políticos" usam o nome trabalhador em seus discursos inflamados, mas nunca sequer chegaram perto do Ministério do Trabalho para tirar carteira de trabalho...

      Querem logo ser Presidente da República, pois, afinal, já conheceram o mundo através da agência de viagens "Vermelhos Socialistas".

      Alguns dos mais festivos pregam igualdade entre os mais ricos e os menos favorecidos, mas quando são solicitados para um show, não abrem mão de seus cachês milionários e ainda, de quebra, desmerecem seus colegas.

      Hoje, para ser personalidade nacional, basta pular na frente da polícia para tomar umas boas borrachadas, associar-se a uma agência de publicidade, de preferência marrom, e estará ingressando na rendosa carreira de Comunista Festivo.

      Mas não se esqueça de render-se ao sistema, afinal nem mesmo um comunista festivo é de ferro: pela nova carreira vale-tudo, até comer marmita, mas só na frente das câmeras, porque em casa tem que ter uma boa comida, regada a vinho, saboreada às escondidas é claro.

      Mas afinal o que vale é a fama e com ela deita-se na cama.

      Eis aí o nascimento de mais um comunista festivo que será um mártir e ainda causará muito martírio a inocentes e desinformados.

Cesar Romão
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